Curso Tesouro Direto

Como achar imóveis baratos II – LEILÕES E INVENTÁRIOS

Dando seqüência (vide Como achar imóveis baratos I – Mapa do Capex) aos artigos sobre oportunidades imobiliárias em um ambiente de bolha imobiliária.
Você deve estar pensando: esse artigo é para quem tem bala na agulha e pode pagar imóveis à vista.
Não é bem assim. No leilão está correto, você tem 24 ou 48 hrs para pagar o imóvel que arrematou. Mas no caso de filhos que herdam imóveis, a coisa é diferente.
Um amigo meu de BH ficou sabendo que o dono de um hotel lá na Bahia, em uma praia que ele freqüentava muito, havia morrido. Isso mais ou menos em 2009, 2010.
Ele procurou o filho e a filha, que moravam também em BH e não tinham vontade de abandonar a vida que tinham para se mudarem para lá e tocar o hotel. Pediram 600 mil pelo hotel. Meu amigo ofereceu 60 prestações de 10 mil. Aceitaram.
Resultado, entrou no hotel, fez uma pequena reforma imediata (e, ao longo dos anos, foi fazendo mais reformas para deixar com a sua cara) e após 1 ano o hotel já pagava sozinho as prestações e ainda sobrava dinheiro.
Enfim, a morte do proprietário de um imóvel (ou um pequeno negócio) é muitas vezes uma oportunidade para o investidor, caso os filhos do falecido sejam independentes (caso sejam dependentes do pai que morreu, esqueça, vão lutar até pelos ossos no espólio).
Para esse tipo de oportunidade a pessoa deve ficar atenta e conversar com as pessoas do local aonde quer investir, ou, se tiver tempo, ver editais no fórum local ou consultar processos pela internet na vara de sucessões (caso o TJ do Estado seja informatizado).
A lei da oferta e da procura é válida mas simplificada demais, ela esquece de mencionar que quando alguém quer ou precisa vender algum bem, o preço cai artificialmente (isso também abre oportunidades no mercado de ações, quando grandes posições são desmontadas em ativos ilíquidos e, até mesmo, em líquidos, dependendo do tamanho da posição).
A outra oportunidade é a dos leilões, quando o bem precisa de ser vendido e o vendedor é alguém que não tem o menor interesse no bem (em geral, o banco que tomou do devedor, ou os entes federados).
Faça um cadastro nos sites de leilões (em BH, inscrevi-me no Águia Dourada e no GP Leilões), que, toda vez que aparecerem novos editais, eles enviam um recado. Para quem não está familiarizado com a coisa: o primeiro leilão é pelo preço de avaliação (esse é fria, ninguém comparece ou arremata, quase sempre está superavaliado), vá ao segundo leilão, quando o preço é descontado quase pela metade. Aí sim, eu já vi apartamento de 300 mil sendo vendido por 200. Você pode arrematar em um dia e no outro colocar na imobiliária para vender (ou alugar, depende do seu interesse).
Feirão da Caixa: uma vez eu vi a lista dos imóveis que seriam vendidos (alguns ainda ocupados, mas não costuma ser difícil de tirá-los, muitas vezes, dando aos ocupantes algum dinheiro, eles acabam adiantando o processo de saída). Pode haver oportunidades, sim. Mas, para ser sincero, não tenho conhecimento do assunto. Alguém aí sabe?
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